Estação de Monta

Quais são os critérios para se estabelecer a estação de monta?

O estabelecimento do período de monta vai depender de qual época o produtor deseja que os nascimentos e a desmama ocorram. Como a gestação demora em torno de nove meses e meio, ela deve ter seu início programado por igual período antes da primeira parição.

No Brasil Central, a monta natural deve se concentrar durante a estação chuvosa, na qual há maior disponibilidade de pastagens de melhor qualidade. Assim, os nascimentos ocorrem durante o período seco, época na qual são baixas as incidências de doenças (pneumonia) e de parasitos (carrapatos, bernes, moscas e vermes).
Outros pontos importantes a favor desse período são: a coincidência do período de lactação (grande demanda por nutrientes de qualidade) com a época de pastagens de boa qualidade; a redução das exigências nutricionais das vacas, pois a desmama é efetuada no início do período seco; o descarte, no início da seca, de vacas vazias e animais de baixa eficiência produtiva, liberando pastagens para as demais categorias de animais; e a castração e a marcação poderem ser efetuadas na idade correta e na época de baixa incidência de bicheiras.

Como passar da monta natural durante todo o ano para
uma estação de três meses de duração?

No Brasil Central, onde geralmente o touro é mantido com as vacas durante todo o ano, a grande concentração de nascimentos ocorre de agosto a setembro, que corresponde à monta de novembro e dezembro. Como o período de monta recomendado para uma estação de três meses de duração vai do início de novembro ao final de janeiro, recomenda-se a redução do período de monta gradualmente, sendo que no primeiro ano é possível realizar uma estação de monta de 6 meses (outubro a março) sem prejuízos para os nascimentos, e nos anos subsequentes reduzir 15 dias no início e 15 dias no final, até atingir a duração ideal.

Como identificar vacas no cio?

As vacas no cio podem ser identificadas principalmente pela mudança no seu comportamento. Elas se mostram irrequietas, caminham bastante, montam e se deixam montar por outros membros do rebanho e, normalmente, agrupam-se em torno do rufião ou touro.

Durante o cio, a cauda fica levemente erguida e, às vezes, pode ser notada a liberação de um muco cristalino pela vagina. A detecção de animais no cio pode ser facilitada com o auxílio de rufiões (machos ou fêmeas androgenizadas) que utilizam, preso ao pescoço, um buçal marcador. Durante a monta, a tinta é liberada do buçal, identificando assim os animais que manifestaram cio.

Coleção 500 Perguntas 500 Respostas – Embrapa Gado de Corte

Cadastro de Animais – Via App de Campo

Abaixo apresentamos como cadastrar seus animais na nuvem através do aplicativo de campo off-line, para isso é necessário efetuar o login de usuário.

No aplicativo trabalhamos com “lida de campo” onde os animais são pré-cadastrados e acumulados como um inventário, com quantidade e peso total.

Em seguida no primeiro sinal de acesso a internet esta “Lida” será pareada para sua nuvem privada. Após a confirmação na nuvem os animais passam a constar nos registros da propriedade.

Creep-feeding

O que é?
É a suplementação, de cordeiros e bezerros com rações de alta qualidade, em locais que suas mães não tem acesso.

Porquê fazer?
É uma das ferramentas mais baratas e eficientes de aumentar o peso ao desmame, e conseguentemente  reduzir a idade ao abate.

Como fazer?
Faça um cercado móvel para utilizar no campo, em local onde os animais fiquem a maior parte do tempo.

 

Reação de Vacina

O que é?
É uma secreção amarelada (pus), normalmente fruto da reação da aplicação  e vacina ou medicamento no animal. O tipo da vacina (meio aquoso ou oleoso) utilizado, ou procedimento aplicado pelo pecuarista podem interferir diretamente no aparecimento dessa secreção.

O que fazer para evitar?
Para evitar que isso ocorra, algumas práticas devem ser adotadas na vacinação, tais como:
– Adoção de boas práticas de higiene, como lavar as mãos com água e
sabão antes das aplicações;
– Esterilizar os materiais, como pistolas e agulhas antes de serem usados (de preferência fervendo em água por cinco minutos);
– Deixar secar e posterior armazenar em local limpo;
– Cuidar da higiene no local onde as vacinas serão manejadas, manter os frascos sempre protegidos do sol e em ambiente refrigerado de 02
a 08°C.
– Observar sempre a validade do medicamento;
– Não deixar ocorrer o congelamento da vacina;
– Respeitar as recomendações do rótulo ou bula;
– Tomar cuidado com o tipo de agulha e seu estado de conservação:
– Aplicação subcutânea / vacina aquosa: agulha 10×15;
– Aplicação subcutânea / vacina oleosa: agulha 15×18;
– Aplicação intramuscular / vacina oleosa: agulha 30×15;
– Ter cuidado com o local de aplicação, conforme o tipo de vacina e quanto ao posicionamento da agulha (manter inclinada e sempre com a agulha apontada para baixo);

Tuberculose Bovina

A tuberculose bovina é uma doença animal crônica, causada por uma bactéria designada pelo nome de Mycobacteriumbovis, que está estreitamente relacionada às bactérias que causam a tuberculose humana e aviária.

A evolução da doença é lenta e muitas vezes a bactéria pode se manter em estado latente no hospedeiro, sem manifestar a doença. Por isso um animal infectado pode transmiti-la a muitos outros elementos do rebanho antes que se manifestem os primeiros sinais clínicos.

Esta doença pode afetar praticamente todos os mamíferos, causando mal estar generalizado, tosse e até mesmo a morte.

Controle e erradicação da tuberculose:

  • Testes tuberculínicos;
  • Certificação de rebanhos livres da doença;
  • Certificação de “áreas livres” da doença;
  • Sacrifício dos animais reagentes (positivos);
  • Verificar a possibilidade de contágio com outros animais da propriedade;
  • Isolamento dos animais com diagnóstico inconclusivo;
  • Desinfecção de instalações, como cochos, bebedouros e salas de ordenha, retirando-se todo o resíduo orgânico e desinfetando preferencialmente com hipoclorito de sódio 10%;
  • Examinar clinicamente o rebanho e verificar a possibilidade de existência de animais não reagentes, como recém paridos, recém infectados ou em fase adiantada de doença já enfermos;
  • Aconselhar a realização de exames de saúde das pessoas envolvidas;
  • Pasteurização do leite cru, ou seja, aquecimento de 62,8 a 65,6 ºC, por trinta minutos (pasteurização lenta) ou aqueci-mento do leite cru a 71,7 ºC por quinze segundos (pasteurização rápida), que destrói a bactéria. 

    Obs: Para maiores informações, procurar a Defesa Sanitária da região.

Raça Suffolk

Oriunda dos condados de Norfolk, Cambridge, Essex e Suffolk, no sudoeste da Inglaterra, foi formada a partir do cruzamento de carneiros Southdown com ovelhas selvagens de Norfolk. Estes ovinos nativos caracterizavam-se por terem e membros pretos.  A influência da raça Southdown, usada desde 1800 até 1850, determinou o desaparecimento dos chifres, melhorou a conformação e precocidade, e foi fixado o tipo por cruzamento e seleção.

O Suffolk é um ovino de grande desenvolvimento corporal, de constituição robusta e de conformação tipicamente carniceira. A postura de sua cabeça e formato das orelhas, fazem do Suffolk um ovino inconfundível. O seu corpo comprido e musculoso, as extremidades desprovidas de lã e revestidas de pelos negros e brilhantes.

Pescoço moderadamente comprido, forte, redondo e carnudo, bem implantado no tronco, levando a cabeça um pouco erguida. Não apresenta rugas na pele.

Grande capacidade de adaptações a diferentes climas. Rústica, mas necessita de boa alimentação. Muito precoce. Parto fácil, principalmente por causa do formato longo e estreito da cabeça dos cordeiros ao nascerem. As ovelhas tem muita aptidão materna. Os cordeiros nascem inteiramente pretos, e vão branqueando até os 4 à 5 meses de idade. Cordeiros com grandes ganhos de peso ao dia. A lã tem muita resistência, o que a torna apta para a fabricação de carpetes. estofados e forrações.

Mistura de Categoria Animal

Porque evitar a mistura de categorias?
Sabe-se que os bovinos estabelecem uma hierarquia dentro do seu grupo para distinguir quem são os mais fortes e os mais fracos. Para essa definição os animais brigam entre si. Machos normalmente batem nas fêmeas e animais com chifre batem em animais sem chifre.

Principais problemas causados:
Machos e fêmeas misturados no mesmo compartimento do caminhão, onde o espaçamento normalmente não é superior a 1,6m² por animal, faz com que haja uma maior probabilidade de brigas ou tentativas de monta. Nessa situação, as fêmeas poderão apanhar ou serem derrubadas, causando hematomas graves, e em casos mais extremos, até mortes.

O que fazer para evitar?
– Procurar separar lotes de animais para abate que estejam sendo criados
juntos;
– Evitar misturar machos e fêmeas, mesmo que tenham sido criados juntos, pois a tentativa de monta pode ocasionar quedas e pisoteio durante o  transporte, aumentando os prejuízos para o pecuarista e frigorífico, através de lesões, podendo acarretar em emergências e mortes.

Raça Brahman

downloadÉ a raça zebuína melhorada nos Estados Unidos, sua formação iniciou com a importação diretamente da Índia e do Brasil com predominância da raça Guzerá e algumas evidências indicam, também a participação das raças Girolando e Nelore.

O objetivo fundamental de seus formadores era criar uma raça que pudesse aguentar calor, umidade, insetos, parasitas e doenças típicas do Golfo do México na penúltima virada de século. A American Breeders Brahman Association, que cuida da raça nos Estados Unidos, foi fundada em 1924 e o nome pelo qual o gado é conhecido – o Brahman – significa UM NOVO CICLO.

Oficialmente, o Brahman começou no Brasil em 1994, quando chegou a primeira importação vinda dos Estados Unidos.

É uma raça utilizada em diversos cruzamentos com raças européias (Devon, Hereford, Angus, Charolês, Limousin, Simental, Chianina, e outras)

Raça Gir

Talvez seja a raça zebuína mais antiga do planeta, é um animal de boa aparência, dócil, vigoroso, e de boa conformação. A coloração popular é a de fundo claro (“branco-sujo”) com pintas avermelhadas (“chitas”), ou a de fundo vermelho com pintas claras, variando por vários tons entre amarelo e vermelho-escuro.

As orelhas são pendulares, semelhantes a “folha seca”, formando uma dobra característica na extremidade, voltando para dentro. Os chifres são voltados para fora, para baixo e para traz. A giba (“cupim”) é bem saliente nas fêmeas e avantajada nos machos.

Esta raça foi introduzida no Brasil com o objetivo de produção de carne. Mas nos dias de hoje, esta é uma raça de dupla aptidão. Sendo assim, existem rebanhos selecionados, exclusivamente, para corte e para leite, e também rebanhos mestiços, conseqüência do cruzamento desta raça com animais europeus, seja para carne ou leite.

Raça Corriedale

O Corriedale originou-se na Nova Zelândia, onde eram comuns os cruzamentos alternativos entre ovinos Merinos, Romney Marsh, Lincoln e Leicester, com a finalidade de produzirem animais com boa produção de lã de finura média, com comprimento de mecha e de carcaças de bom peso e qualidade. Em 1879, o ovinocultor James Little, em seu estabelecimento denominado “Corriedale”, na Nova Zelândia, com a finalidade de produzir um ovino de dupla aptidão, carne e lã, escolheu 4.000 ovelhas puras Merinas e as acasalou com 100 carneiros puros Lincoln. Da produção destes acasalamentos James Little selecionou 1.000 ovelhas e 20 machos, acasalou-os. Na produção assim obtida ele fez uma rigorosa seleção, apartando somente os animais cujos caracteres correspondiam plenamente a um ovino de dupla aptidão, num equilíbrio de 50% carne e 50% lã. Através de consanguinidade e seleção fixou o tipo zootécnico e racial que havia programado.

Outros criadores, visando os mesmos objetivos de James Little, fizeram cruzamentos do Merino com Leicester e Border Leicester. Admite-se que o atual Corriedale, além de Merino e Lincoln, possue pequeníssima percentagem de sangue Leicester e Border Leicester. O Corriedale foi oficialmente reconhecido como raça pura em 1911 quando foi criado o Flock Boock pela “The Corriedale Sheep Society”.

O ovino Corriedale tem que ter bom porte e deve dar a impressão de um animal de grande vigor e ótima constituição, que se manifesta em sua conformação, própria para a produção de carne e lã. Deve ostentar um andar ágil e de grande vitalidade, o que lhe confere uma boa capacidade de deslocamento. Sendo um ovino de duplo propósito, com um equilíbrio zootécnico orientado 50% para a produção de lã e 50% para a produção de carne, deve ser um animal muito equilibrado, apresentando um esqueleto bem constituído e um velo pesado, extenso e de boa qualidade.