Cadastro de Animais – Via Planilha

Possuímos no cadastro de animais a opções de efetuar via planilha, com arquivos .CSV, esses arquivos podem ser manipulados via Excel. O cadastro deve ocorrer por categoria, ou seja, temos que separar nossos arquivos sempre por categorias, sendo um arquivo para cada categoria.

Para baixar o “layout” de preenchimento devemos estar na tela de cadastro de animais, ou no link abaixo (necessário efetuar o login).

https://www.a3pecuaria.com.br/web/adm/repLayoutCsv

Na planilha Excel é possível editar, copiar ou incluir as linhas com as devidas informações de cada animal. Após basta confirmar o carregamento da planilha.

Devemos seguir o cadastro normalmente, mostramos como fazer isso neste post. Ao salvar vamos incluir todos os animas da planilha agrupados no mesmo piquete, lote e categoria.

Cadastro de Animais na Web

Para cadastrar seus animais no sistema podemos fazer através do aplicativo de campo ou sistema web.

Sistema Web
No menu de “lista de animais” ao clicar em “novo animal” vamos acessar a tela principal de cadastro.

Em seguida, podemos escolher o tipo de cadastro.

Animal único numerado – Animais individuais, onde podemos detalhar dados únicos como identificação eletrônica, nome, parto de origem, pelagem e identificação de mãe e pai.

Planilha / Gerar numeração – Gerando uma numeração ou através de planilhas,  podemos carregar um arquivo. CSV, onde você já tenha os animais arquivados. Veja nesse post de exemplo aqui.

Lida de campo – Podemos importar cadastrar animais oriundos do cadastro na lida de campo, incluídos no aplicativo de campo, animais cadastrados no aplicativo devem ser confirmados aqui para que sejam considerados do estoque da fazenda.

Lote sem numeração – Animais que não se tem um controle individual, estes podem ser numerados posteriormente, ou permanecer agrupado até a venda.

O lote pode ser preenchido no momento do cadastramento dos animais, não é obrigatório, posteriormente também é possível transferir os animais para outros lotes.

Em seguida a “origem de entrada” dos animais, que podem ser compras ou crias da fazenda. A data que o animal ingressou também é obrigatória, para crias usar a mesma data de nascimento. Peso médio ao ingressar na propriedade, deve ser a última pesagem do animal.

Por fim, visualizamos os dados gerais e de custo. Localização, raça, categoria atual e data de nascimento são obrigatórios.

O custo de compra deve ser informado aqui se você quer um controle básico de preços de compra e venda.

Já visualizando os dados salvos, temos a listagem de animais incluídos.

Creep-feeding

O que é?
É a suplementação, de cordeiros e bezerros com rações de alta qualidade, em locais que suas mães não tem acesso.

Porquê fazer?
É uma das ferramentas mais baratas e eficientes de aumentar o peso ao desmame, e conseguentemente  reduzir a idade ao abate.

Como fazer?
Faça um cercado móvel para utilizar no campo, em local onde os animais fiquem a maior parte do tempo.

 

Reação de Vacina

O que é?
É uma secreção amarelada (pus), normalmente fruto da reação da aplicação  e vacina ou medicamento no animal. O tipo da vacina (meio aquoso ou oleoso) utilizado, ou procedimento aplicado pelo pecuarista podem interferir diretamente no aparecimento dessa secreção.

O que fazer para evitar?
Para evitar que isso ocorra, algumas práticas devem ser adotadas na vacinação, tais como:
– Adoção de boas práticas de higiene, como lavar as mãos com água e
sabão antes das aplicações;
– Esterilizar os materiais, como pistolas e agulhas antes de serem usados (de preferência fervendo em água por cinco minutos);
– Deixar secar e posterior armazenar em local limpo;
– Cuidar da higiene no local onde as vacinas serão manejadas, manter os frascos sempre protegidos do sol e em ambiente refrigerado de 02
a 08°C.
– Observar sempre a validade do medicamento;
– Não deixar ocorrer o congelamento da vacina;
– Respeitar as recomendações do rótulo ou bula;
– Tomar cuidado com o tipo de agulha e seu estado de conservação:
– Aplicação subcutânea / vacina aquosa: agulha 10×15;
– Aplicação subcutânea / vacina oleosa: agulha 15×18;
– Aplicação intramuscular / vacina oleosa: agulha 30×15;
– Ter cuidado com o local de aplicação, conforme o tipo de vacina e quanto ao posicionamento da agulha (manter inclinada e sempre com a agulha apontada para baixo);

Tuberculose Bovina

A tuberculose bovina é uma doença animal crônica, causada por uma bactéria designada pelo nome de Mycobacteriumbovis, que está estreitamente relacionada às bactérias que causam a tuberculose humana e aviária.

A evolução da doença é lenta e muitas vezes a bactéria pode se manter em estado latente no hospedeiro, sem manifestar a doença. Por isso um animal infectado pode transmiti-la a muitos outros elementos do rebanho antes que se manifestem os primeiros sinais clínicos.

Esta doença pode afetar praticamente todos os mamíferos, causando mal estar generalizado, tosse e até mesmo a morte.

Controle e erradicação da tuberculose:

  • Testes tuberculínicos;
  • Certificação de rebanhos livres da doença;
  • Certificação de “áreas livres” da doença;
  • Sacrifício dos animais reagentes (positivos);
  • Verificar a possibilidade de contágio com outros animais da propriedade;
  • Isolamento dos animais com diagnóstico inconclusivo;
  • Desinfecção de instalações, como cochos, bebedouros e salas de ordenha, retirando-se todo o resíduo orgânico e desinfetando preferencialmente com hipoclorito de sódio 10%;
  • Examinar clinicamente o rebanho e verificar a possibilidade de existência de animais não reagentes, como recém paridos, recém infectados ou em fase adiantada de doença já enfermos;
  • Aconselhar a realização de exames de saúde das pessoas envolvidas;
  • Pasteurização do leite cru, ou seja, aquecimento de 62,8 a 65,6 ºC, por trinta minutos (pasteurização lenta) ou aqueci-mento do leite cru a 71,7 ºC por quinze segundos (pasteurização rápida), que destrói a bactéria. 

    Obs: Para maiores informações, procurar a Defesa Sanitária da região.

Raça Suffolk

Oriunda dos condados de Norfolk, Cambridge, Essex e Suffolk, no sudoeste da Inglaterra, foi formada a partir do cruzamento de carneiros Southdown com ovelhas selvagens de Norfolk. Estes ovinos nativos caracterizavam-se por terem e membros pretos.  A influência da raça Southdown, usada desde 1800 até 1850, determinou o desaparecimento dos chifres, melhorou a conformação e precocidade, e foi fixado o tipo por cruzamento e seleção.

O Suffolk é um ovino de grande desenvolvimento corporal, de constituição robusta e de conformação tipicamente carniceira. A postura de sua cabeça e formato das orelhas, fazem do Suffolk um ovino inconfundível. O seu corpo comprido e musculoso, as extremidades desprovidas de lã e revestidas de pelos negros e brilhantes.

Pescoço moderadamente comprido, forte, redondo e carnudo, bem implantado no tronco, levando a cabeça um pouco erguida. Não apresenta rugas na pele.

Grande capacidade de adaptações a diferentes climas. Rústica, mas necessita de boa alimentação. Muito precoce. Parto fácil, principalmente por causa do formato longo e estreito da cabeça dos cordeiros ao nascerem. As ovelhas tem muita aptidão materna. Os cordeiros nascem inteiramente pretos, e vão branqueando até os 4 à 5 meses de idade. Cordeiros com grandes ganhos de peso ao dia. A lã tem muita resistência, o que a torna apta para a fabricação de carpetes. estofados e forrações.

Mistura de Categoria Animal

Porque evitar a mistura de categorias?
Sabe-se que os bovinos estabelecem uma hierarquia dentro do seu grupo para distinguir quem são os mais fortes e os mais fracos. Para essa definição os animais brigam entre si. Machos normalmente batem nas fêmeas e animais com chifre batem em animais sem chifre.

Principais problemas causados:
Machos e fêmeas misturados no mesmo compartimento do caminhão, onde o espaçamento normalmente não é superior a 1,6m² por animal, faz com que haja uma maior probabilidade de brigas ou tentativas de monta. Nessa situação, as fêmeas poderão apanhar ou serem derrubadas, causando hematomas graves, e em casos mais extremos, até mortes.

O que fazer para evitar?
– Procurar separar lotes de animais para abate que estejam sendo criados
juntos;
– Evitar misturar machos e fêmeas, mesmo que tenham sido criados juntos, pois a tentativa de monta pode ocasionar quedas e pisoteio durante o  transporte, aumentando os prejuízos para o pecuarista e frigorífico, através de lesões, podendo acarretar em emergências e mortes.

Raça Brahman

downloadÉ a raça zebuína melhorada nos Estados Unidos, sua formação iniciou com a importação diretamente da Índia e do Brasil com predominância da raça Guzerá e algumas evidências indicam, também a participação das raças Girolando e Nelore.

O objetivo fundamental de seus formadores era criar uma raça que pudesse aguentar calor, umidade, insetos, parasitas e doenças típicas do Golfo do México na penúltima virada de século. A American Breeders Brahman Association, que cuida da raça nos Estados Unidos, foi fundada em 1924 e o nome pelo qual o gado é conhecido – o Brahman – significa UM NOVO CICLO.

Oficialmente, o Brahman começou no Brasil em 1994, quando chegou a primeira importação vinda dos Estados Unidos.

É uma raça utilizada em diversos cruzamentos com raças européias (Devon, Hereford, Angus, Charolês, Limousin, Simental, Chianina, e outras)

Raça Gir

Talvez seja a raça zebuína mais antiga do planeta, é um animal de boa aparência, dócil, vigoroso, e de boa conformação. A coloração popular é a de fundo claro (“branco-sujo”) com pintas avermelhadas (“chitas”), ou a de fundo vermelho com pintas claras, variando por vários tons entre amarelo e vermelho-escuro.

As orelhas são pendulares, semelhantes a “folha seca”, formando uma dobra característica na extremidade, voltando para dentro. Os chifres são voltados para fora, para baixo e para traz. A giba (“cupim”) é bem saliente nas fêmeas e avantajada nos machos.

Esta raça foi introduzida no Brasil com o objetivo de produção de carne. Mas nos dias de hoje, esta é uma raça de dupla aptidão. Sendo assim, existem rebanhos selecionados, exclusivamente, para corte e para leite, e também rebanhos mestiços, conseqüência do cruzamento desta raça com animais europeus, seja para carne ou leite.

Raça Corriedale

O Corriedale originou-se na Nova Zelândia, onde eram comuns os cruzamentos alternativos entre ovinos Merinos, Romney Marsh, Lincoln e Leicester, com a finalidade de produzirem animais com boa produção de lã de finura média, com comprimento de mecha e de carcaças de bom peso e qualidade. Em 1879, o ovinocultor James Little, em seu estabelecimento denominado “Corriedale”, na Nova Zelândia, com a finalidade de produzir um ovino de dupla aptidão, carne e lã, escolheu 4.000 ovelhas puras Merinas e as acasalou com 100 carneiros puros Lincoln. Da produção destes acasalamentos James Little selecionou 1.000 ovelhas e 20 machos, acasalou-os. Na produção assim obtida ele fez uma rigorosa seleção, apartando somente os animais cujos caracteres correspondiam plenamente a um ovino de dupla aptidão, num equilíbrio de 50% carne e 50% lã. Através de consanguinidade e seleção fixou o tipo zootécnico e racial que havia programado.

Outros criadores, visando os mesmos objetivos de James Little, fizeram cruzamentos do Merino com Leicester e Border Leicester. Admite-se que o atual Corriedale, além de Merino e Lincoln, possue pequeníssima percentagem de sangue Leicester e Border Leicester. O Corriedale foi oficialmente reconhecido como raça pura em 1911 quando foi criado o Flock Boock pela “The Corriedale Sheep Society”.

O ovino Corriedale tem que ter bom porte e deve dar a impressão de um animal de grande vigor e ótima constituição, que se manifesta em sua conformação, própria para a produção de carne e lã. Deve ostentar um andar ágil e de grande vitalidade, o que lhe confere uma boa capacidade de deslocamento. Sendo um ovino de duplo propósito, com um equilíbrio zootécnico orientado 50% para a produção de lã e 50% para a produção de carne, deve ser um animal muito equilibrado, apresentando um esqueleto bem constituído e um velo pesado, extenso e de boa qualidade.