Tuberculose Bovina

A tuberculose bovina é uma doença animal crônica, causada por uma bactéria designada pelo nome de Mycobacteriumbovis, que está estreitamente relacionada às bactérias que causam a tuberculose humana e aviária.

A evolução da doença é lenta e muitas vezes a bactéria pode se manter em estado latente no hospedeiro, sem manifestar a doença. Por isso um animal infectado pode transmiti-la a muitos outros elementos do rebanho antes que se manifestem os primeiros sinais clínicos.

Esta doença pode afetar praticamente todos os mamíferos, causando mal estar generalizado, tosse e até mesmo a morte.

Controle e erradicação da tuberculose:

  • Testes tuberculínicos;
  • Certificação de rebanhos livres da doença;
  • Certificação de “áreas livres” da doença;
  • Sacrifício dos animais reagentes (positivos);
  • Verificar a possibilidade de contágio com outros animais da propriedade;
  • Isolamento dos animais com diagnóstico inconclusivo;
  • Desinfecção de instalações, como cochos, bebedouros e salas de ordenha, retirando-se todo o resíduo orgânico e desinfetando preferencialmente com hipoclorito de sódio 10%;
  • Examinar clinicamente o rebanho e verificar a possibilidade de existência de animais não reagentes, como recém paridos, recém infectados ou em fase adiantada de doença já enfermos;
  • Aconselhar a realização de exames de saúde das pessoas envolvidas;
  • Pasteurização do leite cru, ou seja, aquecimento de 62,8 a 65,6 ºC, por trinta minutos (pasteurização lenta) ou aqueci-mento do leite cru a 71,7 ºC por quinze segundos (pasteurização rápida), que destrói a bactéria. 

    Obs: Para maiores informações, procurar a Defesa Sanitária da região.

Raça Suffolk

Oriunda dos condados de Norfolk, Cambridge, Essex e Suffolk, no sudoeste da Inglaterra, foi formada a partir do cruzamento de carneiros Southdown com ovelhas selvagens de Norfolk. Estes ovinos nativos caracterizavam-se por terem e membros pretos.  A influência da raça Southdown, usada desde 1800 até 1850, determinou o desaparecimento dos chifres, melhorou a conformação e precocidade, e foi fixado o tipo por cruzamento e seleção.

O Suffolk é um ovino de grande desenvolvimento corporal, de constituição robusta e de conformação tipicamente carniceira. A postura de sua cabeça e formato das orelhas, fazem do Suffolk um ovino inconfundível. O seu corpo comprido e musculoso, as extremidades desprovidas de lã e revestidas de pelos negros e brilhantes.

Pescoço moderadamente comprido, forte, redondo e carnudo, bem implantado no tronco, levando a cabeça um pouco erguida. Não apresenta rugas na pele.

Grande capacidade de adaptações a diferentes climas. Rústica, mas necessita de boa alimentação. Muito precoce. Parto fácil, principalmente por causa do formato longo e estreito da cabeça dos cordeiros ao nascerem. As ovelhas tem muita aptidão materna. Os cordeiros nascem inteiramente pretos, e vão branqueando até os 4 à 5 meses de idade. Cordeiros com grandes ganhos de peso ao dia. A lã tem muita resistência, o que a torna apta para a fabricação de carpetes. estofados e forrações.

Mistura de Categoria Animal

Porque evitar a mistura de categorias?
Sabe-se que os bovinos estabelecem uma hierarquia dentro do seu grupo para distinguir quem são os mais fortes e os mais fracos. Para essa definição os animais brigam entre si. Machos normalmente batem nas fêmeas e animais com chifre batem em animais sem chifre.

Principais problemas causados:
Machos e fêmeas misturados no mesmo compartimento do caminhão, onde o espaçamento normalmente não é superior a 1,6m² por animal, faz com que haja uma maior probabilidade de brigas ou tentativas de monta. Nessa situação, as fêmeas poderão apanhar ou serem derrubadas, causando hematomas graves, e em casos mais extremos, até mortes.

O que fazer para evitar?
– Procurar separar lotes de animais para abate que estejam sendo criados
juntos;
– Evitar misturar machos e fêmeas, mesmo que tenham sido criados juntos, pois a tentativa de monta pode ocasionar quedas e pisoteio durante o  transporte, aumentando os prejuízos para o pecuarista e frigorífico, através de lesões, podendo acarretar em emergências e mortes.

Raça Brahman

downloadÉ a raça zebuína melhorada nos Estados Unidos, sua formação iniciou com a importação diretamente da Índia e do Brasil com predominância da raça Guzerá e algumas evidências indicam, também a participação das raças Girolando e Nelore.

O objetivo fundamental de seus formadores era criar uma raça que pudesse aguentar calor, umidade, insetos, parasitas e doenças típicas do Golfo do México na penúltima virada de século. A American Breeders Brahman Association, que cuida da raça nos Estados Unidos, foi fundada em 1924 e o nome pelo qual o gado é conhecido – o Brahman – significa UM NOVO CICLO.

Oficialmente, o Brahman começou no Brasil em 1994, quando chegou a primeira importação vinda dos Estados Unidos.

É uma raça utilizada em diversos cruzamentos com raças européias (Devon, Hereford, Angus, Charolês, Limousin, Simental, Chianina, e outras)

Raça Gir

Talvez seja a raça zebuína mais antiga do planeta, é um animal de boa aparência, dócil, vigoroso, e de boa conformação. A coloração popular é a de fundo claro (“branco-sujo”) com pintas avermelhadas (“chitas”), ou a de fundo vermelho com pintas claras, variando por vários tons entre amarelo e vermelho-escuro.

As orelhas são pendulares, semelhantes a “folha seca”, formando uma dobra característica na extremidade, voltando para dentro. Os chifres são voltados para fora, para baixo e para traz. A giba (“cupim”) é bem saliente nas fêmeas e avantajada nos machos.

Esta raça foi introduzida no Brasil com o objetivo de produção de carne. Mas nos dias de hoje, esta é uma raça de dupla aptidão. Sendo assim, existem rebanhos selecionados, exclusivamente, para corte e para leite, e também rebanhos mestiços, conseqüência do cruzamento desta raça com animais europeus, seja para carne ou leite.

Raça Corriedale

O Corriedale originou-se na Nova Zelândia, onde eram comuns os cruzamentos alternativos entre ovinos Merinos, Romney Marsh, Lincoln e Leicester, com a finalidade de produzirem animais com boa produção de lã de finura média, com comprimento de mecha e de carcaças de bom peso e qualidade. Em 1879, o ovinocultor James Little, em seu estabelecimento denominado “Corriedale”, na Nova Zelândia, com a finalidade de produzir um ovino de dupla aptidão, carne e lã, escolheu 4.000 ovelhas puras Merinas e as acasalou com 100 carneiros puros Lincoln. Da produção destes acasalamentos James Little selecionou 1.000 ovelhas e 20 machos, acasalou-os. Na produção assim obtida ele fez uma rigorosa seleção, apartando somente os animais cujos caracteres correspondiam plenamente a um ovino de dupla aptidão, num equilíbrio de 50% carne e 50% lã. Através de consanguinidade e seleção fixou o tipo zootécnico e racial que havia programado.

Outros criadores, visando os mesmos objetivos de James Little, fizeram cruzamentos do Merino com Leicester e Border Leicester. Admite-se que o atual Corriedale, além de Merino e Lincoln, possue pequeníssima percentagem de sangue Leicester e Border Leicester. O Corriedale foi oficialmente reconhecido como raça pura em 1911 quando foi criado o Flock Boock pela “The Corriedale Sheep Society”.

O ovino Corriedale tem que ter bom porte e deve dar a impressão de um animal de grande vigor e ótima constituição, que se manifesta em sua conformação, própria para a produção de carne e lã. Deve ostentar um andar ágil e de grande vitalidade, o que lhe confere uma boa capacidade de deslocamento. Sendo um ovino de duplo propósito, com um equilíbrio zootécnico orientado 50% para a produção de lã e 50% para a produção de carne, deve ser um animal muito equilibrado, apresentando um esqueleto bem constituído e um velo pesado, extenso e de boa qualidade.

Raça Limousin

Limousin 3Raça nativa da província de Lemosím, no sudoeste da França. A pelagem é de coloração amarelo-claro com áreas mais claras em torno dos olhos, focinho, ventre, períneo e extremidades dos membros. Apresenta grande massa muscular e alto rendimento de carcaça, devido a sua origem francesa, onde os animais eram selecionados para dupla aptidão (tração e carne).

A raça se destaca pela alta precocidade, qualidade e homogeneidade de carcaça. A cabeça possui tamanho médio, forte e proporcional ao corpo.

No Brasil

Já nos tempos do Império, quando nosso pais era dirigido por Dom Pedro II, veio ao nosso país um engenheiro francês no ano de 1850, viajando a trabalho, especificamente na cidade de Ouro Preto (MG), com a função de supervisor de uma obra encomendada pelo então Imperador, ficando hospedado por um longo período em uma propriedade mineira, onde manteve uma grande amizade com o fazendeiro.
Em uma de suas vindas ao Brasil, trouxe na bagagem um presente que na sua opinião, iria melhorar em muito o rendimento de carne no rebanho de seu amigo, um touro da Raça Limousin.

Raça Hereford

herefordA raça Hereford é originária do condado inglês com o nome de Herefordshire.  Estes primeiros criadores moldaram seu gado com a idéia em uma raça de alta produção de carne e eficiência produtiva, e firmaram as características que hoje são características da raça.

Prevalece a pelagem vermelha e branca (totalmente vermelho, com cabeça, peito, região abdominal, parte inferior dos membros, faixa estreita no dorso e vassoura da cauda brancos). A pele e o focinho não são pigmentados. A cara branca é dominante e transmitida aos produtos de cruzamento, independente das raças utilizadas.

É um gado de pastoreio e engorda em campos de boa qualidade. A aptidão principal do Hereford é a produção de carne, é extremamente resistente às condições adversas, tanto ou mais que qualquer outra raça européia.

São animais bastantes eficientes em regime de pasto, apresentando neste contexto terminação adequada ao produzir carcaças de carne bem marmoreada, como o mercado exige. Engordam bem em boas pastagens.

 

Inseminação Artificial

Baixar custos de produção, adotar novas tecnologias produtivas, inovar para melhor produzir, são alguns dos novos “chavões” da moderna pecuária, e que fazem parte das novas regras de mercado. Aquele que não se adequar, fatalmente ficará à margem do progresso.

Por se tratar de um método de reprodução totalmente realizado pela mão do homem, há necessidade de adoção de meios extremamente corretos. A orientação e assistência veterinária são condições indispensáveis para qualquer programa de Inseminação Artificial.

Muitas fazendas obtiveram maus resultados nos trabalhos de inseminação artificial devido ao não cumprimento desta exigência, levando muitos usuários ao descrédito na técnica. Possíveis falhas que, porventura possam vir a ocorrer, devem ser corrigidas em tempo, a fim de se evitar um prejuízo maior.

É importante que antes do início do programa, todas as fêmeas teoricamente aptas a reprodução sejam submetidas ao exame de seus órgãos reprodutivos a fim de detectar possíveis gestações indesejadas, anomalias do aparelho reprodutivo, ou outros.

As vacas inseminadas devem, em tempo hábil, ser submetidas ao diagnóstico de gestação,  paridas com mais de 90 dias sem manifestação de cios, vacas com cios irregulares, vacas com infecção, vacas que não entram em cio, vacas repetidoras de cio, dentre outras alterações, devem ser avaliadas e acompanhadas pelo veterinário para as providências necessárias.  Fêmeas que receberam duas doses de sêmen e retornaram em cio novamente, devem ser analisadas, pois, a técnica pode estar sendo empregada de forma incorreta.

Todo o inseminador para ter sucesso deve ser rigoroso no horário das observações de cio e de inseminar, anotando todas as ocorrências e dúvidas verificadas em seu trabalho, procurando esclarecê-las com o veterinário, sempre observando os critérios de higiene e limpeza do local.

COMO NOSSO SOFTWARE PODE AJUDAR?
Abaixo algumas das informações que podemos obter com o software a3pecuária:
– Fêmeas em período de espera voluntária (PEV);
– Fêmeas com idade de parição;
– Fêmeas paridas, aguardando exames;
– Previsão de exame e parto;
– Registro dos exames aplicados;
– Estoque e quantidade de sêmen;
– Intervalo entre partos (IEP);
– Mães com cria e em lactação;

Raça Nelore

articleA trajetória que transformou o Ongole indiano no Nelore brasileiro, começa na primeira metade do século XIX, de quando datam os primeiros registros de desembarque no país de zebuínos originários da Índia.

A raça Nelore esta presente em todo território nacional, principalmente no Centro-Oeste. É a raça de maior contingente no Brasil, representando cerca de 70%  a 80% dos animais zebuínos registrados.

Raça de coloração branca ou cinza claro. Também, admite-se a pelagem vermelha, vermelho e branco, e, preto e branco. Os chifres são curtos, as orelhas também e com pontas em forma de lança.

Características:

  • Rusticidade: o bezerro nasce, cresce e se desenvolve sem ajuda e horas depois já está junto com o rebanho;
  • Resistência a endo e ecto parasitas;
  • Aclimatação nos ambientes mais impróprios;
  • As cores da pele e pelo protegem o animal  dos raios ultravioletas e refletem a luz.